segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ESTADO DE SÍTIO

Quem já não ouviu falar nisso?
Mas em Águas Claras, em especial para mim, estado de sítio passou a ser uma espécie de estado de espírito...
Morar em um sítio é um projeto de muitos anos, agora realizado em sua etapa inicial, ou seja, a compra.
Foi uma longa procura e uma longa espera.
Uma espera quase que infindável do tão esperado "plim"!
Sim, porque não basta ter o dinheiro, é preciso dar o "plim"!
Sem o "plim", nada feito.
E não é que deu...
Árvores adultas, muito verde, abacate, banana, bergamota, laranja, pêra, taquara, bambu e boa sombra.
Só não tem água fresca porque o poço ainda não foi perfurado, mas ela existe em abundância no sub solo.
Águas Claras não tem esse nome em vão, realmente a água aqui é da melhor qualidade.
Mas a qualidade da minha compra não se restringiu a paisagismo, localização, preço ou condições, a coisa foi mais além.
O principal é que estive o tempo todo entre amigos.
Fomos felizes, cada um fazendo a sua parte e nos divertimos muito.
A vida pode ser diferente, é só questão de construir uma realidade, de preferência o mais consciente possível.
Consciente e coerente.
A compra de um imóvel por exemplo, não pode ser boa apenas para uma das partes e nesse sentido o papel do corretor é fundamental.
Meus corretores Carlos e Tula, além de toda a orientação técnica que é bem específica nessa área, souberam me aconselhar da chance que estava tendo nas mãos.
Eu na verdade, já estava cansado de uma procura sem fim e sem resultados.
Já estava pensando em desistir do meu propósito.
Como disseram meus amigos, já havia revirado Águas Claras de cabeça para baixo e não gostara de nada.
Mas na última horinha, como sempre acontece comigo, ali estava a minha oportunidade.
E acabei fazendo o negócio numa espécie de consenso geral.
Creio em um destino construtivo, sem ser um fatalista.
Bastava sentar e ficar esperando?
Iria aparecer igual?
Talvez sim, não sei.
O que posso dizer é que da maneira como aconteceu foi muito mais emocionante.
Luís Poeta
(Carlos Imóveis fica na RS 040 P-85 nº 18895 em Águas Claras, fone 34981441.)

sábado, 19 de novembro de 2011

SOMOS TODOS IGUAIS

Uma das afirmações mais usadas e manipuladas que conheço é a de que somos todos iguais.
Talvez tenha sido por isso a minha dificuldade em aceitá-la como uma possível verdade.
Só que minha aceitação, eu diria que nada passiva, veio através de um longo e exaustivo processo de amadurecimento.
E que bom que assim foi, só me resta pensar.
A sensação de paz que isso me traz, hoje, é impar (na falta de um termo melhor).
Sentir-me um igual, quem diria, meu grande êxtase.
Igual em potencialidade, mesmo com diferentes atributos.
Igual em capacidade, mesmo com diferentes finalidades.
Igual em valor, mesmo com diferentes potencialidades e capacidades.
O que chamamos de sociedade se expressa a partir do indivíduo.
Nossa integração nessa dita sociedade, a meu ver, acontece na sua melhor forma através do reconhecimento em nós dessas três idéias em equilíbrio, potencialidade, capacidade e valor.
Caso isso não aconteça, será difícil mas não impossível é claro, estabelecer-se uma relação sadia de troca com o todo, tão necessária para que nos sintamos "parte de".
O interessante é que o crescimento do indivíduo está diretamente ligado a possibilidade de integração social, pois crescer apenas para dentro pode ser o começo de um isolamento.
E agora, o que fazer para que se estabeleça nossa sobrevivência nesse universo de egos, quereres e poderes?
Essa é a parte mais difícil, a prática.
Confesso que já não lembro exatamente o trajeto que me trouxe até aqui, só sei que contei com a ajuda e a tolerância de muita gente.
Meus amigos, meus afetos, meus amores e um exercício de auto-aceitação contínuo, talvez tenha sido dessa forma que a transformação possibilitou a tomada de consciência desse sentimento.
Sim, porque sentir-se um igual é mais um sentimento do que qualquer outra coisa.
De qualquer maneira, a tudo e a todos o meu muitíssimo obrigado.
Luís Poeta

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ENCONTROS E DESPEDIDAS

Por que será que beira de praia sempre tem um desocupado pra lá e pra cá sem fazer nada, só curtindo, como se não houvesse amanhã?
Sempre achei isso um pouco estranho, de onde saem essas pessoas?
Será que esses seres obedecem ao princípio da geração espontânea, eles simplesmente brotam do nada?
Na minha última viagem a Ibiraquera tal fenômeno me surpreendeu mais ainda, pois agora também estão aparecendo cachorros do nada.
Esse aí da foto é um deles.
Confesso que era até bem simpático, embora tivesse uma carinha um pouco estranha, tipo assim de quem toma maconha.
Sim, porque você nunca viu um cachorro fumando, viu?
Foi chegando de mansinho, ficou do meu lado sem falar nada e por um processo natural de socialização acabamos mantendo contato.
Perguntei se queria tirar uma foto e como quem cala consente, mandei ver.
O exibido foi logo fazendo mil poses, viajou na maionese, parecia que ia sair num anúncio de pet shop.
Deu até uma de Indiana Jones, entrou na lagoa, parou lá no meio e voltou para o meu lado novamente.
Ainda bem que o cartão da máquina não estava muito cheio, senão ia faltar espaço para tanta foto.
Enfim, foi bem legal.
Andamos mais um pouco juntos, nos despedimos e eu fiquei pensando...
Vai ver que é por aí o caminho...
E por que não?
Parece que todos temos uma necessidade em comum, a de nos sentirmos acolhidos de alguma maneira.
Parece também que somos levados a compartilhar coisas, momentos, emoções, a nossa vida em si.
Que bom isso e se não "atrapalharmos" iremos quase que naturalmente descobrindo a forma de fazer as coisas.
Sendo um pouco flexíveis, abrindo a guarda, relaxando um pouco, tudo vai acontecendo.
Só não me acostumei ainda com as despedidas.
Por que a gente tem que se separar assim tão rápido daquilo que está gostando?
É tão bom ficar juntos...
Um encontro, um passeio e daqui a pouco, tchau!
Mas enfim, esse deve ser o nosso eterno conflito com a morte e uma despedida não deixa de ser o prenúncio de que estamos prestes a ter uma perda imediata.
Gostaria de poder levar tudo e todos comigo e por mais maluco que isso possa ser, às vezes tenho a sensação que realmente acontece.
Pelo menos em conteúdo simbólico.
Eu sou o que vivi.
Apaixonadamente.
Luís Poeta

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DE VOLTA PRA CASA

Estou de mudança, mais uma vez.
E fazia tanto tempo que não brincava de casinha que havia até esquecido como isso é bom.
Planejar o futuro imediato, sonhar com a realidade que está acontecendo e fazer tudo isso em paz, que maravilha.
O que não quer dizer, de modo algum, que tenha contado com o apoio de todos os que me cercam.
As pessoas de um modo geral, na busca da auto-afirmação, só conseguem gostar das suas próprias verdades.
Totalmente compreensível, porém, ando em busca é das coisas do coração.
Nessa trilha as questões são outras.
Minha casa não é perto de nada, ela é próxima de mim mesmo.
Não é o melhor investimento financeiro que já fiz até hoje, mas com certeza terá sido o maior investimento em felicidade que já fiz na minha vida.
Quando não é mais preciso morar perto do trabalho, ou da escola dos filhos, ou onde os outros gostariam, nesse momento estamos indo de volta pra casa.
A morada dos meus sonhos, a minha verdadeira casa, que custou mas chegou.
Quem quiser me visitar, já vou até dando o endereço, fica na rua que sobe e desce e o número desaparece.
E não pense que esse lugar não existe, está aí a foto para comprovar.
Misturando alhos com bugalhos, lembrei um pensamento budista dos que mais gosto:
-Só existe uma verdade definitiva, a mudança.
Que ela venha então.
Luís Poeta

quinta-feira, 21 de julho de 2011

TEMPOS DE INOCÊNCIA

Ah, esses invernos que nos deixam tão pensativos, tão introspectivos... Saudosista no meu caso. Foi assim que terminei olhando fotos com um amigo num desses dias frios e cinzentos. Até porque nada melhor que um pouco de emoção para aquecer e confortar nosso coração, nosso espírito e nossa alma. Em qualquer e com qualquer tempo. E que bom que se possa ter boas lembranças das coisas que se foram, das coisas que passaram. Que bom que possamos ser agradecidos às pessoas que deram sentido às nossas vidas. Sinto que é dessa maneira que o amor se eterniza, em nós, no tudo e no todo. Nesses tempos de inocência como se referiu o meu amigo. Nesses tempos em que estivemos tão próximos do verdadeiro sentido da vida. Sem questionar que sentido seria esse, simplesmente vivenciando. Essa é, e sempre será a nossa maior e mais importante herança. Formadora de um "eu" que no futuro terá condições de lançar-se ao desconhecido, buscando novos horizontes, novos caminhos. Mesmo que lá não haja nada de tão novo assim. Não importa. É a vida, que como o mar nos contempla com um espetáculo em ondas de uma beleza infinita. E é por essa beleza que vivemos. Infinitamente. Luís Poeta

domingo, 19 de junho de 2011

APOSENTADORIA, PRÊMIO OU CONDENAÇÃO?

Um dos sonhos que abandonei pelo meio do caminho foi o da tão sonhada "aposentadoria". Aposentar-se representa para muitos, entrar em um espaço de tempo, em que teremos tempo para fazer tudo o que não fizemos durante a vida. Teremos tempo para prestar mais atenção na vida, estar com as pessoas que amamos, ir morar na beira do mar ou naquela casa de campo no meio da natureza. Projetos, sonhos, devaneios, idealizações a espera da aposentadoria. Aposentadoria essa, que na maioria das vezes é apenas o começo de mais uma infindável frustação. Aposentadoria como realização é algo contraditório em si mesmo. A vida é uma complexa rede de interligações que nos trazem como recompensa maior a certeza de fazer parte do todo. Essa certeza, eleva o pessoal à categoria de social. Passamos a ser úteis, importantes e necessários, inclusive para nós mesmos. Será que alguém gostaria de ficar de fora disso? Eu não recomendaria. Dessas frases de imã de geladeira, uma das que mais gosto diz: "Ser feliz é ter o que fazer". E sabe que acho que é isso mesmo. Fazer um canteiro novo com flores do campo, fazer um curso de "algo de bom" durante as férias, fazer um passeio legal com o seu melhor amigo. Fazer um happy-hour com o Sol no final da tarde, esperando a Lua que com certeza vai chegar atrasada. Fazer yoga, praticar meditação, fazer as pazes com Deus. Fazer de você uma pessoa melhor e acima de tudo, ter muito, mas muito prazer em fazer da vida o que você tiver para fazer. Luís Poeta

terça-feira, 3 de maio de 2011

O CAMINHO DE BUDA

Aprender o caminho de Buda
É aprender sobre si mesmo
Aprender sobre si mesmo
É esquecer-se de si mesmo
Esquecer-se de si mesmo
É ser abençoado por tudo
O que existe no mundo
Ser abençoado por tudo
O que existe no mundo
É deixar-se quedar
No próprio corpo
E na própria mente...

quinta-feira, 24 de março de 2011

NORMOSE

"Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, bem-sucedido, bebe socialmente, está de bem com a vida e não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulomias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são os ditadores de comportamento que exercem tanto poder sobre nossas vidas? Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha presença através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima não basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada. Por isso divulguem o alerta: a normose está doutrinando erradamente homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." Michel Schimidt - Psicoterapeuta

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ATMA (ALMA)

A cada dia
A mídia inventa,
Um novo truque diferente,
Para distrair
Minha alma brincalhona.
Enquanto isso,
A vida passa ao largo
Sem ao menos ser percebida,
Nos templos e mosteiros,
Nos consultórios de psicologia,
Nessas ruas e casas
De nós mesmos tão vazias.
O povo que há em mim
Grita querendo mais
E mais e mais.
Nessa fome insaciável,
De felicidade
Alegria e prazer.
E como será
A vida além disso?
Talvez seja essa a única pergunta,
Que nem eu mesmo conseguirei responder...
Luís Poeta

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

NAMASTÊ

Quero agradecer aos meus amigos, leitores e incentivadores que desde o primeiro momento em que esse blog passou a existir me deram o prazer das suas companhias. Me deram uma razão para continuar escrevendo. O conteúdo das minhas postagens é na verdade uma transcrição das minhas vivências, do meu diálogo com a vida. Em certos momentos tomado de uma paz suprema, como um monge em êxtase, olhando pela janela do seu quarto nas montanhas do Himalaia. Em outros, envenenado pela cólera do inconformismo que sempre me foi peculiar, ainda bem, diria eu. Agradeço emocionado às pessoas da Albânia, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Coréia do Sul, Croácia, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Indonésia, Irã, Israel, Japão, Malásia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Tailândia, Taiwan e Venezuela, que compartilharam comigo preciosos momentos das suas vidas. Por favor, não me abandonem. Um ótimo ano que se inicia para todos nós. Calma, paciência e ponderação, já seria um bom começo. Pelo sim, pelo não, mais uma vez agradeço. Luís Poeta

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

SERÁ QUE DEUS É PAGÃO?

Paga pra ver verá, paga pra ver verá! Paguei o fgts, o iof, o inss. Paguei o iptu e o ipva adiantados pra ganhar o desconto. Paguei o seguro obrigatório, o seguro de vida, o seguro de incêndio. Paguei o plano de saúde e a conta da farmácia. Paguei pra tudo ficar bem seguro e a barra poder segurar. Paguei a internet, a tv a cabo e o telefone. Paguei o celular pré pago pra poder falar. Paguei o condomínio, a chamada extra, o fundo de reserva, o fundo de obras, a taxa de uso do salão de festas. Paguei a taxa de cobrança, o juro, a correção, paguei o sub-total, o total e tudo o que tinha pra pagar. Paguei o ticket de estacionamento, paguei o flanelinha pra não riscar meu carro, paguei o pedágio na ida e na volta. Paguei o ágio, o adágio e o presságio. Paguei pra uma vidente ver se a minha vida iria melhorar? Evidente... Mas vai ter que pagar o preço se quiser prosperar. Paguei pra ver o meu time perder. Paguei pra ver o Lula governar. Paguei o maior mico. Paguei pra ver se a minha namorada me amava. Paguei pra ser corno e paguei pra uma terapeuta me descornear. Paguei até o que não devia, paguei o dízimo numa igreja pra Jesus me abençoar. Paguei todos os pecados que cometi na vida, paguei pra ser feliz e paguei pra me desesperar. Paguei, paguei e ainda muito pagarei. Só espero não te que pagar pra entrar no céu. Aliás era só o que faltava, alguém querer cobrar. Mas, e por que não? Será que Deus é pagão? Agora me ponho a pensar... Luís Poeta

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PESSOAS

Interessante essa dificuldade que tenho em desfrutar dos prazeres institucionais.
Parece que as vitrines não foram feitas para mim.
Sou, ou pelo menos me sinto, um estranho no ninho e confesso que isso já me preocupou um pouco.
Preocupou pela distância que me impôs em relação à felicidade daquelas coisas que o dinheiro pode comprar.
Mesmo pagando o preço quando possível, não conseguia sentir prazer em tê-las.
Sabe aquela contabilidade de "quantas a gente tomou naquela festa"?
Realmente um porre.
E aqueles "lugares maravilhosos" que a tua amiga visitou...
Cobertos de gelo e que ela fez 750 fotos e quer te mostrar.
E agora?
E aquela "pousada aconchegante" com um riacho nos fundos, lembra?
Não, não lembro.
Mas enfim, a vida quase sempre propõe compensações e é claro que tive as minhas.
Com o passar do tempo descobri o meu próprio caminho.
Descobri as pessoas.
No circuito off-line é claro.
Curtir a noite?
Sim, de preferência recostado no colo de quem se ama.
Viajar?
Pra qualquer lugar, estando acompanhado.
Não fazer nada?
Perfeito, podemos ficar só conversando e está ótimo.
Ver um bom filme, tomar um sorvete, ir à praia, almoçar juntos, até mesmo passear num shopping, com pessoas em volta tudo fica assim mais...
Mais assim, como eu diria?
Ah, não importa.
O que importa são as pessoas...
Luís Poeta

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PAUL MCCARTNEY EM PORTO ALEGRE

Fui ao show de Paul Mc Cartney, não exatamente para vê-lo (pois acabei não entrando), mas para testemunhar um momento histórico e encontrar meu filho que estava na fila.
E como isso foi significativo para mim.
Juntos, até poderíamos fazer parte da letra de uma música: Era um garoto, que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones...
Em 1965 eu também era um garoto, que morava no Rio de Janeiro com sua família e estava apaixonado pela professora de Inglês e por uma melodia que acabara de ser lançada.
Yesterday, all my troubles seemed so far away...
Mas que problemas afinal, poderia ter um menino de 12 anos.
Muitos, principalmente quando se está tão loucamente apaixonado.
Mas pouco sabia de mim mesmo e de tudo o que acontecia ao meu redor.
Os Beatles representaram na sua época um dos maiores movimentos da contracultura na música pop, assim como o Festival de Woodstook em 69 e o show de Roger Waters do Pink Floyd - The Wall Live em Berlin em 1990.
Eu, tive o privilégio de ser testemunha viva desses momentos em que a arte escreveu a história.
Quem não gostaria de deixar para os seus descendentes algo de tão lindo e emocionante?
Tenha um bom show Rafael, e faça você também a sua história.
Luís Poeta

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O CURIOSO CASO DE MEU BLOG

Em Julho de 2009, incentivado por amigas, inaugurei meu blog.
Como acabara de assistir "O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON", resolvi extrair do filme um pequeno texto que me chamou atenção.
Sem maiores pretensões, ali estava a minha primeira postagem.
Só que o referido texto, tornou-se também "O CURIOSO CASO DE MEU BLOG".
Passados 15 meses da publicação, é a postagem com o maior número de acessos.
Sem buscar maiores explicações para o fato, quero apenas dizer que fico feliz com isso e me sinto de certa forma recompensado.
Recompensado por ter sido, ao longo da vida, um eterno otimista.
Hoje sei que, embora tenha pago um alto custo pela minha convicção, não estou só.
Ao contrário, estou fazendo fila e ao lado de outras tantas pessoas, que por uma identificação em seus processos de amadurecimento, descobriram um sentido maior em suas vidas.
Descobriram a humanidade em si mesmas.
Humanidade essa, que necessita de muita consciência, flexibilidade, esperança e força, para não desistir dos seus sonhos, para não desistir dos seus amores, pois...
Nunca é tarde demais ou cedo demais
Pra ser quem você quiser ser
Não há limite de tempo
Comece quando você quiser
Você pode mudar ou ficar como está
Não há regras para esse tipo de coisa
Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa
Espero que encare de forma positiva
Espero que veja coisas que surpreendam você
Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes
Espero que conheça pessoas com ponto de vista diferente
Espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe
E se você descobrir que não tem
Espero que tenha forças pra conseguir começar
Novamente...
Texto do filme "O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON"
Comentário de Luís Poeta

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

CHO DORNELES NO BRIQUE

A Feira de Artes do Brique da Redenção contou nesse domingo com a participação de Cho Dorneles.
O mestre do "papel machê" expôs seus trabalhos de altíssima técnica e indiscutível bom gosto. Peças conceituais, utilitárias e decorativas, que particularmente admiro muito.
Sempre bem humorado, recebeu amigos, alunos e colegas. Foi clicado pela revista Fala Brasil e teve a experiência do contato direto com o público do Brique, o que é ótimo, diga-se de passagem.
Luís Poeta

terça-feira, 5 de outubro de 2010

EXPERIMENTAR, ARRISCAR... ISSO É VIDA.

Talvez um dia eu me case e possa me arrepender, mas não antes de experimentar o mesmo cobertor, numa cama que eu possa chamar de nossa. Porque arrependimento pode também não haver. Com passos firmes entrarei, quem sabe em uma editora, num jornal e pedirei que consigam um emprego bacana pra mim, correndo o risco de ouvir um não seguido de outro, mas que um dia se tornará um sim. Pintarei o cabelo de chocolate, loiro mel, ameixa, mesmo correndo o risco de detestar a cor. Mas não pintar, nunca vai me dar a lembrança da experiência. Quando eu sair do teto da minha casa maternal, que eu sinta saudades, mesmo jurando de pés juntos hoje que nunca vou sentir. Tomarei um porre de frente pro mar, pra acabar com essa idéia louca de que isso é cool, ou pra ter certeza que é realmente cool. Vou pintar as paredes de rosa, e enjoar, querendo logo depois um azul anil, um violeta. Escolherei ter mais paciência em setembro, mais disciplina, mais responsabilidade. Em outubro, vou escolher ter menos paciência que muitas vezes imobiliza, menos disciplina que amorna e menos responsabilidade pra não ter cara chata. Eu quero experimentar. O que é a vida além de experimentações? Vanessa Moreira

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

"QUE COISA..."

"A vida é uma coisa tão comum - todo mundo tem uma - que a gente não presta muita atenção nela. É um pouco como luz elétrica e coleta de lixo: só se dá o valor devido quando falta. Mas também não se pode andar por aí em permanente espanto com a vida, tão absorvido pelo seu mistério e suas surpresas que não se tem tempo para mais nada nada , inclusive viver. A correta posição diante da vida, portanto, deve ser um meio-termo. Vivê-la com naturalidade, pois não há nada mais corriqueiro, mas uma vez por semana (ou por semestre, dependendo do seu tempo para filosofar) pensar nela com seriedade e dizer: "Que coisa...". Ou algo mais profundo, claro." Luís Fernando Veríssimo

sábado, 4 de setembro de 2010

SAUDADE

Como é difícil entender a vida como uma trajetória.
E mais ainda, uma trajetória de coisas boas e ruins.
Talvez fosse mais fácil viver na eterna redundância, repetindo padrões de comportamento, emoção e sentimento.
Porque... Convenhamos, quem não quer o bom e o bem?
E quem não quer o bom e o bem várias e várias e várias vezes.
Mas somos, eu diria que até por natureza, viajantes do tempo.
Somos feitos de encontros e despedidas, diárias.
E não adianta voltar naquele lugar maravilhoso, com as mesmas pessoas, com as mesmas propostas, que não será mais a mesma coisa.
Pode ser até melhor, porém, nunca igual.
Mas nossas lembranças, assim como as fotografias, são estanques.
Pontuam momentos em que nossas vivências se fundiram com a idéia de felicidade.
E onde tudo isso fica guardado?
Na memória do passado, é claro.
E que saudade que às vezes nos dá, o que um dia vivemos...
E que saudade nos dá o que isso representou para nós.
Saudade, palavrinha difícil de ser definida e que sequer existe em alguns idiomas.
Saudade, esse desejo inconsciente de poder ressuscitar o passado.
Quem sente saudade é porque de alguma forma viveu bons e importantes momentos, qualidades fundamentais para que algo se torne inesquecível.
Já ouvi dizer que viver do passado é como dirigir um carro olhando pelo espelho retrovisor.
Faz sentido.
Mas também já vi muito acidente de percurso acontecer em função daquilo que nos atropela, quem diria, justamente pelas costas vindo do passado.
Então, olho no espelho retrovisor, nem que seja só de saudade.
Luís Poeta

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ME MANDA UM E-MAIL.

Quando me diziam que tudo na vida tem um preço eu achava graça, como se na vida tudo fosse pago.
E é claro que não é assim, mas é quase isso.
A vida tem um custo, que nos é debitado emocionalmente, psiquicamente, em forma de trabalho ou simplesmente pelo tempo que empregamos na realização de qualquer atividade física ou mental.
E por mais que nossos objetivos sejam recompensados é comum acontecer um stress, um desgaste de energia, no decorrer de todos os processos.
Energia essa que nem sempre é refeita da maneira ideal ou como gostaríamos.
Talvez seja por isso que inventaram o que hoje chamamos de férias.
As férias são períodos ideais para relaxar, descansar, renovar e todas essas coisas que terminam em "ar", como por exemplo respirar!
Maravilha isso.
O único problema das férias é que nós sempre vamos juntos.
Nós e tudo aquilo que compõe o nosso universo, esse que até um dia atrás era justamente o motivo do stress.
De onde concluo, talvez prematuramente, que férias de verdade são aquelas que tiramos de nós mesmos.
Como isso pode ser feito?
É o que estou tentando descobrir nos últimos tempos e estou aberto à sugestões.
Me manda um e-mail.
Luís Poeta

domingo, 25 de julho de 2010

A TRAIÇÃO DO CÃO DE GUARDA

Conhecer o amor e a paixão dentro de um relacionamento, profundamente, sempre foi e será para poucos. O amor, a paixão e tudo aquilo que depender de variantes tão complexas e incontroláveis ao mesmo tempo. Imagine algo, que para ser sentido e entendido envolva uma série de conceitos pessoais que deverão formar um equilíbrio que abranje inclusive a estética dos 5 sentidos. Sim, porque o amor tem o cheiro de um corpo, o gosto de um beijo, o tom da voz de uma pessoa, a imagem e a forma do que nos fascina de maneira visual e tátil. Amamos com o coração, mas decodificamos e entendemos o amor, também, através dos sentidos. E se eu dissesse que um dia encontrei tudo o que procurava? Não vou nem pedir que alguém acredite, mas foi. Mais inacreditável do que isso, só mesmo o motivo pelo qual fui expulso do paraiso: -Minha amada foi infiel, não soube dar valor ao que tinha nas mãos e me trocou por um monte de merda chamado "Artur". Gostaria de pelo menos admirar o meu rival, para poder no mínimo respeitá-lo. Sentiria-me menos ultrajado, por ele e por ela. Dos comportamentos sociais que cultivamos, tentando mostrar educação, acho o máximo da hipocrisia não podermos expressar nossos reais sentimentos nem pelos que se posicionaram, espontaneamente, como nossos inimigos. Mas estou ficando velho e mal educado. Meu benzinho, você foi péssima. Que mal gosto, heim? Produto de segunda linha do Paraguai. Ainda bem que você tem mais sorte que juízo! E eu também... Luís Poeta

domingo, 18 de julho de 2010

EXPOSIÇÃO DE TINA FELICE NO TEMPLO DO ORIENTE

Encontrei o par perfeito. E é algo mais ou menos assim: conhecer um lugar maravilhoso como o Templo do Oriente (Cel. Bordini 92) e ao mesmo tempo visitar a mais recente exposição de Tina Felice com suas Caras e Bocas multiemocionais e multicoloridas. O resto é por conta da imaginação de cada um, a criatividade de cada um, a sensibilidade de cada um... E que haja muita! Luís Poeta

quarta-feira, 30 de junho de 2010

LANÇAMENTO DO CD RÁDIO BUZINA. Escrito para a Revista Fala Brasil

Fui ao show de lançamento do CD DA RÁDIO BUZINA com dois amigos, Tina Felice e Calu Silveira, ambos expositores da Feira de Artes do Brique da Redenção e apreciadores do bom e do bem. No palco do Salão de Atos da UFRGS, 23 outros amigos da cultura mostraram o que mais gostam e sabem fazer: "música". Essas pessoas queridas são as figurinhas carimbadas que todos nós, gaúchos, gostaríamos de ter no álbum das recordações musicais das nossas vidas e que por sorte temos. É, só cresce quem se conhece e há que se conhecer esse CD histórico e imperdível tanto quanto foi o show... Sou bairrista? Talvez seja, mas sabe que tenho um certo orgulho disso. Tenho orgulho dessa história que vem sendo escrita por esses artistas que tivemos a oportunidade de aplaudir mais uma vez. Gelson Oliveira, Mônica Tomasi, Nelson Coelho de Castro, Marisa Rotenberg, Raul Elwanger, Ana Krüger, Kako Xavier, Andréa Cavalheiro, Zé Caradípia e tantos outros. Obrigado a todos, meus ouvidos agradecem. Ah, ia esquecendo, o CD custou 10 pilas. Pode? Luís Poeta

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A CARA DA FELICIDADE

Sou uma pessoa de sorte. Conheço a felicidade e conheço bem de perto. Quem diria, e não é que ela tem nome, endereço e telefone?... Tem um sorriso lindo, tem uma voz agradável, tem a altura e o peso ideal para uma grande paixão. É extremamente delicada e consegue traduzir em palavras uma ternura tão aconchegante que deixaria à vontade até mesmo uma pessoa estranha. É atemporal, possui o sexo dos anjos e sintetiza o espírito do bem. Hummm, já sei o que você está pensando: -Mas isso é uma pessoa e eu também conheço alguém assim. Que bom diria eu, que bom que você também conhece a felicidade. As várias felicidades que habitam a nossa vida. Habitam a nossa vida e dão sentido a ela. Nos fazem companhia, compartilham, sorriem, choram e se vão. Nos telefonam, nos procuram, conversam, escutam e se vão. Depois voltam, se vão e voltam novamente. Como as ondas do mar. O seria de nós sem os nossos amigos? O que seria de nós sem os nossos amores? Hoje eu não teria respostas para essas perguntas. Mas tenho o privilégio da consciência, de mim mesmo e do que me cerca. Sei do valor e da importância que as pessoas têm em minha vida. E é tal que às vezes se fundem e se confundem em meu pensamento, vida e pessoas. Talvez seja essa a idéia mais próxima do tudo e do todo. E vejam só, mais uma vez estou falando de relacionamentos. Relacionamentos que em sua grande maioria possuem a cara da felicidade. Luís Poeta

quarta-feira, 12 de maio de 2010

MANUAL E PRODUTO

"Querida Paciente" -Você que está querendo entender os homens e seus relacionamentos e para isso foi buscar uma espécie de manual escrito pela Oprah Winfrey. Saiba então, que existe uma diferença muito grande entre manual e produto. Vamos pegar por exemplo uma máquina fotográfica que é algo um pouco complexo, muito menos que uma pessoa é claro. Puxa, quanta diferença entre o conhecimento de todos os botõezinhos e a paisagem em sí. Quanta diferença entre a paisagem em sí e as lembranças que aquela foto um dia nos trará. Lembranças essas que estarão ligadas a qualidade de relacionamento que no momento da foto tivemos com a paisagem, com o tudo e o todo. O quanto nos identificamos, o quanto amamos, o quanto nos entregamos a essa vivência no momento em que acontecia. Assim são os relacionamentos. Retratos das nossas vivências com as pessoas, com a vida, com o tudo e o todo. Ah, o manual, que num primeiro momento parecia tão importante, acabei esquecendo dele. É que na hora da foto estavam acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo. Eu estava emocionado com a beleza do lugar, estava envolvido com as pessoas que me acompanhavam. Naquele dia já havia experimentado tantos sentimentos, acordara tão disposto, depois me senti um pouco cansado e fui de novo. E assim foi, e depois mais um dia e um outro dia e um outro dia. E assim foi, e depois mais um relacionamento e um outro relacionamento e um outro relacionamento. Às vezes com a mesma pessoa, às vezes com pessoas diferentes. Foi fácil, foi difícil, agradável, às vezes nem tanto. Fui feliz, às vezes sofri, às vezes nem tanto. Enfim... A vida acabou se tornando os meus relacionamentos. Olhando para trás, não imagino como consegui fazer tantas coisas, ser tantas coisas. Só sei que foi vivendo que o caminho se fez. Eu acabei sendo o meu próprio caminho. Eu acabei sendo o meu próprio e maior relacionamento. Aquelas pessoas estavam ali, me amando, para que eu me conhecesse através delas. Aquelas pessoas estavam ali, me amando, para que eu me amasse através delas. E assim foi, tudo junto e misturado. Coisa que nenhum manual, com certeza, jamais poderia prever, muito menos explicar.
(Esse texto foi escrito originalmente como uma hipotética resposta ao questionamento de uma paciente à sua terapeuta. Como o tema é fascinante tomei a liberdade de usá-lo como fonte de inspiração.)
Luís Poeta

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O PEDIDO

Se na vida tudo viesse
Servido de bandeja
Quando o garçom perguntasse:
-E então, já sabe o que deseja?
Sem dúvidas eu responderia:
-Café com leite, açúcar e torrada
Amor, aconchego e um beijo
Da mulher amada...
Luís Poeta

segunda-feira, 5 de abril de 2010

MAYA - ILUSÃO

O feriadão de Páscoa me propiciou a oportunidade de viajar com amigos e com eles ter conversas interessantes e esclarecedoras sobre um dos meus temas preferidos que é relacionamentos. Estava sendo questionado que seria preciso muito amor para se permanecer juntos em uma relação. Minha maior surpresa foi que respondi que não, que seria preciso sim, é de muita vontade. Gostar de uma pessoa é uma coisa, vontade de ficar juntos é outra muito diferente. Talvez o maior engano da minha vida afetiva foi imaginar que o amor que eu sentia por alguém encaminharia a nossa relação para algo de comum entre nós. De comum entre nós, a não ser o que sentíamos um pelo outro, existiu muito pouco. Cheguei a ser avisado por aquela pessoa como ela era. Meu único erro foi imaginar que eu pudesse ser mais importante do que as suas verdades e as suas crenças. Único e grande erro. Erro esse que me custou muita dor e sofrimento. Ingenuidade? Burrice? Cegueira? Que diferença isso faz agora? Só sei que hoje quando escuto alertas como os que ouvi, não ouso nem questionar, simplesmente acredito. Crescer dói muito. Muito. Não enxergar a realidade como ela é, dói ainda mais. Em um dos grupos de Mitologia Grega que participei, proferi uma daquelas frases que acaba deixando todo mundo em silêncio e com uma certa sensação de desconforto: -Chego a triste conclusão que a maioria das coisas que um dia busquei, nunca existiram, não existem e não há a menor possibilidade de existirem. É no mínimo engraçado de tão realista. No induismo, do qual sou um simpatizante (quase adepto), isso se chama Maya. Ilusão. Talvez seja por isso que escrevo poesias. Preciso acreditar que ainda existe algo em que se possa acreditar. Preciso acreditar que existe algo que ainda vai me surpreender além da realidade como ela é. E em assim sendo, hoje, uma das coisas que mais valorizo nas pessoas é o senso de humor. Quem consegue por exemplo, rir de si mesmo é porque está muito a vontade nesse mundo. Sinto-me assim e acho isso bom, mas bem que gostaria que o meu senso de humor se transformasse em senso de amor. Melhor que poder rir de si mesmo, é conseguir sorrir para o amor. Luís Poeta

quarta-feira, 24 de março de 2010

OK MAN?

É, não havia dúvida.
Ele estava ali na minha frente.
Elvis...
Inclusive me olhou, sorriu e disse:
-Ok man?
Gostei!
Me fez pensar que cada um tem o seu charme.
Você já descobriu qual é o seu?
Luís Poeta
(Jairo Mello é o cover de Elvis na foto.)

terça-feira, 9 de março de 2010

E LÁ VAMOS NÓS...

Era o final de mais um domingo no Brique, quando presenciei uma dessas cenas interessantes que te chamam a atenção.
Um grupo de "sombras" interagia com as pessoas que ali estavam.
Sem pensar em nada, simplesmente fotografei o momento.
Mas olha que engraçado, esse sujeito na beira da calçada.
É parecido comigo, ou melhor dizendo, conosco.
E lá vamos nós...
Nós e nossas crenças, nossas convicções, nossas certezas e incertezas.
Se pudéssemos nos ver, assim de fora, seríamos quase sempre cômicos.
Quanto tempo se perde discutindo pontos de vista, opiniões, posicionamentos, quando no entanto bastaria ser.
Mas ser de verdade, ser por inteiro, com sinceridade.
Aparentemente, talvez não mudasse muita coisa, mas estaríamos menos em conflito com as nossas sombras.
Essas criaturas que nos seguem de maneira implacável, querendo decidir coisas prontas e que estão prestes a acontecer por si só, para o nosso bem.
Claro, se não fosse essa mania de questionar o inquestionável, como se a opinião que temos a respeito de algo fosse mais importante que a própria coisa em si.
Luís Poeta

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

VISITA AO ATELIER DE SÉRGIO GARCIA

Feriadão de carnaval...
Que ótimo!
E quem não gosta de carnaval?
Quem não gosta de carnaval visita os amigos, toma um café gostoso no fim de tarde, conta uns "causos" curiosos, dá boas risadas e está feita a festa.
Ah, e ainda aprende alguma coisa sobre arte e cultura.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

IMAGENS DE PORTO ALEGRE

Dos "points" em que o visual fala por si, aqui em Porto Alegre, um dos meus preferidos é o Timbuca.
Olhar a paisagem, conversar com os amigos ou simplesmente desfrutar da paz daquele lugar...
Você não acha?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PERDAS AMOROSAS

Quem está pronto para elas? Quando amamos alguém passamos a nos identificar de tal forma com a pessoa amada que nossos referenciais de individualidade se fundem e se confundem dentro de nós. Perdemos nossa identidade. Geralmente, passamos a acreditar mais em nossos sonhos e esperanças em relação ao amor do que em nós mesmos. Perdemos nossa auto estima. Realidade e utopia nesse momento se tornam um coquetel do qual nos servimos a vontade e nos torna servos daquilo que não vimos e muito menos queremos ver: o limite do bom senso e principalmente o nosso limite para suportar o insuportável. Perdemos nossa dignidade. Assim foi comigo. Após a tragédia, febril por um mês e meio. Quatro meses sem trabalhar. Instabilidade emocional no mais alto grau. Riso e choro se alternavam como se fossem sequência lógica um do outro. O inferno, ao lado de quem eu tanto amava. Dezesseis anos se passaram e sou procurado por um amigo na mesma situação. Ele me pede um abraço e chora seu inconformismo. Então, a grande surpresa quando fico sabendo o motivo pelo qual fui procurado. Justamente por já haver passado por isso. Me emociono, e aquele filmezinho de terror passa rápido na minha cabeça. Não consigo me imaginar como exemplo de superação, mas mesmo assim lhe dou 3 conselhos: -1) Não tomes nenhuma decisão precipitada; -2) Não procures achar razões para o acontecido; -3) Tente lembrar do que restou e ainda está a teu lado contando contigo: a tua vida e os teus filhos. Fico feliz por poder ajudar o meu amigo. Feliz e sem saber o que pensar de mim mesmo. Dezesseis anos se passaram e as lembranças dessas perdas ainda se fazem presentes em mim. Quanto tempo ainda vou levar para reconstruir o "Haiti" do meu coração. Esse paraiso de vida simples que um dia coloquei nas mãos de quem jamais deveria... Luís Poeta

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PARADISE

É verão
Fim de tarde
Sol poente
Brisa fria
Corpo quente
E eu aqui
Pra ti
De presente...
Luís Poeta

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Que 2010
Tenha a cara
De quem você
Mais ama...
Luís Poeta

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

CARTA PARA MINHA SOMBRA

Finalmente
Agora entendo
O significado do perfeito equilíbrio
E sei que assim somos
Pois só há sombra
Se existir a luz
E assim sendo
Que diferença faz
De que lado estamos
Ou o nome que
A nós mesmos damos?
Yin e yang
Como disseram os chineses
O encontro do consciente e do inconsciente
Como disse Freud
Black and white
Como disse Michael o "Jackson"
Talvez a única
E real diferença entre nós
Seja a minha falta de compreensão
Da sutileza da vida
Com o que é por natureza
Tão frágil e delicado
Como o amor que nos envolve
Eu também sou a sombra
Do futuro luminoso
Que me espera
E que bom que assim seja
Pois tão importante
Quanto a luz do dia
Para que toda a vida aconteça
É a sombra da noite
Para que a nossa alma
Em silêncio e paz
Adormeça
Por isso te peço
Minha tão infinita
Luz das trevas
Se és o espírito
Que sejas o Santo
E me abençoe
Se és o Filho
Que me de a mão
E me perdoe
Se és o Pai
Pietà, pietà
Pietà...
Luís Poeta

sábado, 5 de dezembro de 2009

AMORE

E noi ci vediamo
Inoltre di questo
E ci abbiamo toccato
Come nessuno
E io ho vissuto
E ho sentito
Tuo corpo
E il mio
Come uno solo
E io ho vibrato
E urlato
Tuo nome alto
La notte è adormentata
E nel giorno che è arrivato
Un ricordo in noi
Ci è rimasto
Come affetto
Come amore
Che ti ho datto...
Luís Poeta

terça-feira, 24 de novembro de 2009

LAZER E PRAZER

Eu li em um dos livros do Ruy Castro que, ainda melhor do que unir o útil ao agradável, é unir o agradável ao agradável. Uma idéia carioquíssima. A exaltação do desfrute. Há tempos venho pensando sobre isso. Conheço muitas pessoas que vão ao cinema, a boates e restaurantes e parecem eternamente insatisfeitas. Até que li uma matéria com a escritora Chantal Thomas na revista República e ela elucidou minhas indagações internas com a seguinte frase: 'Na sociedade moderna há muito lazer e pouco prazer'. Lazer e prazer são palavras que rimam e se assemelham no significado, mas não se substituem. É muito mais fácil conquistar o lazer do que o prazer. Lazer é assistir a um show, cuidar de um jardim, ouvir um disco, namorar, bater papo. Lazer é tudo o que não é dever. É uma desopilação. Automaticamente, associamos isso com o prazer: se não estamos trabalhando, estamos nos divertindo. Simples demais.... Em primeiro lugar, podemos ter muito prazer trabalhando. Basta redefinir o que é prazer. O prazer não está em dedicar um tempo programado para o ócio. O prazer é residente. Está dentro de nós, na maneira como a gente se relaciona com o mundo. Chantal Thomas aborda a idéia de que o turismo, hoje, tem sido mais uma imposição cultural do que um prazer. As pessoas aglomeram-se em filas de museus e fazem reservas com meses de antecedência para ir comer no lugar da moda, pouco desfrutando disso tudo... Como ela diz, temos solicitações culturais em demasia. É quase uma obrigação você consumir o que está em evidência. E se é uma obrigação, ainda que ligeiramente inconsciente, não é um prazer. Complemento dizendo que as pessoas estão fazendo turismo inclusive pelos sentimentos, passando rápido demais pelas experiências amorosas, entre elas o casamento. Queremos provar um pouquinho de tudo, queremos ser felizes mediante uma novidade. O ritmo é determinado pelas tendências, de comportamento que exigem uma apreensão veloz do universo. Calma! O prazer é mais baiano! O prazer não está em ler uma revista, mas na sensação de estar aprendendo algo. Não está em ver o filme que ganhou o Oscar, mas na emoção que ele pode lhe trazer. Não está em faturar uma garota, mas no encontro das almas. Está em tudo o que fazemos sem estar atendendo a pedidos. Está no silêncio, no espírito, está menos na mão única e mais na contramão. O prazer está em sentir. Uma obviedade que merece ser resgatada antes que a gente comece a unir o útil com o útil, deixando pra lá o essencial. Texto de José Arreguy Pimentel

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O PALHAÇO

Se você tivesse acreditado
Na minha brincadeira de dizer verdades,
Teria ouvido verdades
Que teimo em dizer brincando.
Falei muitas vezes
Como um palhaço,
Mas nunca desacreditei
Da seriedade da platéia,
Que sorria.
Fred Maia

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

SKY WALL

O muro do céu

É para almas

De gato.

Uby Oliveira

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

MULHERES (Para Uby Oliveira)

Mulheres, mulheres, mulheres

Se todas que amo

Sentassem juntas à mesa

Faltariam talheres...

Luís Poeta

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ATENÇÃO II:

Tenha sempre um certo cuidado
Quando estiver ao lado
De bruxas, mágicos, poetas
E encantadores de serpente...
Luís Poeta

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

BEM NO FUNDO

No fundo, no fundo,
Bem lá no fundo,
A gente gostaria
De ver nossos problemas
Resolvidos por decreto
A partir desta data,
Aquela mágoa sem remédio
É considerada nula
E sobre ela - silêncio perpétuo
Extinto por lei todo o remorso,
Maldito seja quem olhar pra trás,
Lá pra trás não há nada,
E nada mais
Mas problemas não se resolvem,
Problemas têm família grande,
E aos domingos saem todos passear
O problema, sua senhora
E outros pequenos probleminhas.
Paulo Leminski

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

FINALMENTE

A vida toda eu esperei
Por agora
Sentir o teu perfume assim
Tão de pertinho
Esse teu cheiro que existe
Só na flora
Naquelas flores que também
Contém espinhos
A vida toda eu esperei
Essa glória
Beijar mordendo
Esses teus lábios de fruta
Boca vermelha, cor de amora
Cor da aurora
Dois cogumelos recheados
Com açúcar
Já vem de longe
Esse desejo perene
Suco de kiwi, escorrendo
Lentamente
Não é de hoje
Que eu preciso conter-me
Chegou a hora
Vamos ver, finalmente...
Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede
Composição: Alzira Espíndola, Paulo Salles e Itamar Assumpção

terça-feira, 22 de setembro de 2009

MAKTUB

Será culpa do destino?
São os anjos que não ajudam?
Será que a sorte está contra nós?
Por que alguns relacionamentos nos parecem tão difíceis?
Quantas pessoas fazem esse questionamento, diariamente...
Quando somos adolescentes o excesso de lirismo distorce a realidade.
Quando amadurecemos o excesso de realismo desencanta a felicidade.
Mas que coisa!
Somos anacrônicos por natureza.
Prestamos mais atenção no passado que se distancia pelo espelho retrovisor das nossas mágoas e frustações do que no futuro que se projeta no para brisa do aqui e agora.
E depois ainda queremos que a vida faça sentido.
Assim é difícil.
Relacionamentos só acontecem no presente, o resto é lembrança.
Ser feliz, às vezes, é apenas enxergar o óbvio.
O hoje, o aqui e o agora é a sua única chance real de felicidade, o resto é esperança.
Abrace mais, beije mais, sorria mais, seja mais!
Aos poucos você vai perceber que mais e mais coisas boas vão acontecendo em função dessa soma aleatória de atitudes.
Relacione-se melhor com a vida, sua grande parceira do início e do fim de todos os tempos.
Acreditando ou não em vampiros, tome um certo cuidado com eles, principalmente os vampiros de energia.
Por fim, confie em Deus mas amarre o seu camelo, como diz o provérbio árabe.
Luís Poeta