quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ME MANDA UM E-MAIL.

Quando me diziam que tudo na vida tem um preço eu achava graça, como se na vida tudo fosse pago.
E é claro que não é assim, mas é quase isso.
A vida tem um custo, que nos é debitado emocionalmente, psiquicamente, em forma de trabalho ou simplesmente pelo tempo que empregamos na realização de qualquer atividade física ou mental.
E por mais que nossos objetivos sejam recompensados é comum acontecer um stress, um desgaste de energia, no decorrer de todos os processos.
Energia essa que nem sempre é refeita da maneira ideal ou como gostaríamos.
Talvez seja por isso que inventaram o que hoje chamamos de férias.
As férias são períodos ideais para relaxar, descansar, renovar e todas essas coisas que terminam em "ar", como por exemplo respirar!
Maravilha isso.
O único problema das férias é que nós sempre vamos juntos.
Nós e tudo aquilo que compõe o nosso universo, esse que até um dia atrás era justamente o motivo do stress.
De onde concluo, talvez prematuramente, que férias de verdade são aquelas que tiramos de nós mesmos.
Como isso pode ser feito?
É o que estou tentando descobrir nos últimos tempos e estou aberto à sugestões.
Me manda um e-mail.
Luís Poeta

domingo, 25 de julho de 2010

A TRAIÇÃO DO CÃO DE GUARDA

Conhecer o amor e a paixão dentro de um relacionamento, profundamente, sempre foi e será para poucos. O amor, a paixão e tudo aquilo que depender de variantes tão complexas e incontroláveis ao mesmo tempo. Imagine algo, que para ser sentido e entendido envolva uma série de conceitos pessoais que deverão formar um equilíbrio que abranje inclusive a estética dos 5 sentidos. Sim, porque o amor tem o cheiro de um corpo, o gosto de um beijo, o tom da voz de uma pessoa, a imagem e a forma do que nos fascina de maneira visual e tátil. Amamos com o coração, mas decodificamos e entendemos o amor, também, através dos sentidos. E se eu dissesse que um dia encontrei tudo o que procurava? Não vou nem pedir que alguém acredite, mas foi. Mais inacreditável do que isso, só mesmo o motivo pelo qual fui expulso do paraiso: -Minha amada foi infiel, não soube dar valor ao que tinha nas mãos e me trocou por um monte de merda chamado "Artur". Gostaria de pelo menos admirar o meu rival, para poder no mínimo respeitá-lo. Sentiria-me menos ultrajado, por ele e por ela. Dos comportamentos sociais que cultivamos, tentando mostrar educação, acho o máximo da hipocrisia não podermos expressar nossos reais sentimentos nem pelos que se posicionaram, espontaneamente, como nossos inimigos. Mas estou ficando velho e mal educado. Meu benzinho, você foi péssima. Que mal gosto, heim? Produto de segunda linha do Paraguai. Ainda bem que você tem mais sorte que juízo! E eu também... Luís Poeta

domingo, 18 de julho de 2010

EXPOSIÇÃO DE TINA FELICE NO TEMPLO DO ORIENTE

Encontrei o par perfeito. E é algo mais ou menos assim: conhecer um lugar maravilhoso como o Templo do Oriente (Cel. Bordini 92) e ao mesmo tempo visitar a mais recente exposição de Tina Felice com suas Caras e Bocas multiemocionais e multicoloridas. O resto é por conta da imaginação de cada um, a criatividade de cada um, a sensibilidade de cada um... E que haja muita! Luís Poeta

quarta-feira, 30 de junho de 2010

LANÇAMENTO DO CD RÁDIO BUZINA. Escrito para a Revista Fala Brasil

Fui ao show de lançamento do CD DA RÁDIO BUZINA com dois amigos, Tina Felice e Calu Silveira, ambos expositores da Feira de Artes do Brique da Redenção e apreciadores do bom e do bem. No palco do Salão de Atos da UFRGS, 23 outros amigos da cultura mostraram o que mais gostam e sabem fazer: "música". Essas pessoas queridas são as figurinhas carimbadas que todos nós, gaúchos, gostaríamos de ter no álbum das recordações musicais das nossas vidas e que por sorte temos. É, só cresce quem se conhece e há que se conhecer esse CD histórico e imperdível tanto quanto foi o show... Sou bairrista? Talvez seja, mas sabe que tenho um certo orgulho disso. Tenho orgulho dessa história que vem sendo escrita por esses artistas que tivemos a oportunidade de aplaudir mais uma vez. Gelson Oliveira, Mônica Tomasi, Nelson Coelho de Castro, Marisa Rotenberg, Raul Elwanger, Ana Krüger, Kako Xavier, Andréa Cavalheiro, Zé Caradípia e tantos outros. Obrigado a todos, meus ouvidos agradecem. Ah, ia esquecendo, o CD custou 10 pilas. Pode? Luís Poeta

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A CARA DA FELICIDADE

Sou uma pessoa de sorte. Conheço a felicidade e conheço bem de perto. Quem diria, e não é que ela tem nome, endereço e telefone?... Tem um sorriso lindo, tem uma voz agradável, tem a altura e o peso ideal para uma grande paixão. É extremamente delicada e consegue traduzir em palavras uma ternura tão aconchegante que deixaria à vontade até mesmo uma pessoa estranha. É atemporal, possui o sexo dos anjos e sintetiza o espírito do bem. Hummm, já sei o que você está pensando: -Mas isso é uma pessoa e eu também conheço alguém assim. Que bom diria eu, que bom que você também conhece a felicidade. As várias felicidades que habitam a nossa vida. Habitam a nossa vida e dão sentido a ela. Nos fazem companhia, compartilham, sorriem, choram e se vão. Nos telefonam, nos procuram, conversam, escutam e se vão. Depois voltam, se vão e voltam novamente. Como as ondas do mar. O seria de nós sem os nossos amigos? O que seria de nós sem os nossos amores? Hoje eu não teria respostas para essas perguntas. Mas tenho o privilégio da consciência, de mim mesmo e do que me cerca. Sei do valor e da importância que as pessoas têm em minha vida. E é tal que às vezes se fundem e se confundem em meu pensamento, vida e pessoas. Talvez seja essa a idéia mais próxima do tudo e do todo. E vejam só, mais uma vez estou falando de relacionamentos. Relacionamentos que em sua grande maioria possuem a cara da felicidade. Luís Poeta

quarta-feira, 12 de maio de 2010

MANUAL E PRODUTO

"Querida Paciente" -Você que está querendo entender os homens e seus relacionamentos e para isso foi buscar uma espécie de manual escrito pela Oprah Winfrey. Saiba então, que existe uma diferença muito grande entre manual e produto. Vamos pegar por exemplo uma máquina fotográfica que é algo um pouco complexo, muito menos que uma pessoa é claro. Puxa, quanta diferença entre o conhecimento de todos os botõezinhos e a paisagem em sí. Quanta diferença entre a paisagem em sí e as lembranças que aquela foto um dia nos trará. Lembranças essas que estarão ligadas a qualidade de relacionamento que no momento da foto tivemos com a paisagem, com o tudo e o todo. O quanto nos identificamos, o quanto amamos, o quanto nos entregamos a essa vivência no momento em que acontecia. Assim são os relacionamentos. Retratos das nossas vivências com as pessoas, com a vida, com o tudo e o todo. Ah, o manual, que num primeiro momento parecia tão importante, acabei esquecendo dele. É que na hora da foto estavam acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo. Eu estava emocionado com a beleza do lugar, estava envolvido com as pessoas que me acompanhavam. Naquele dia já havia experimentado tantos sentimentos, acordara tão disposto, depois me senti um pouco cansado e fui de novo. E assim foi, e depois mais um dia e um outro dia e um outro dia. E assim foi, e depois mais um relacionamento e um outro relacionamento e um outro relacionamento. Às vezes com a mesma pessoa, às vezes com pessoas diferentes. Foi fácil, foi difícil, agradável, às vezes nem tanto. Fui feliz, às vezes sofri, às vezes nem tanto. Enfim... A vida acabou se tornando os meus relacionamentos. Olhando para trás, não imagino como consegui fazer tantas coisas, ser tantas coisas. Só sei que foi vivendo que o caminho se fez. Eu acabei sendo o meu próprio caminho. Eu acabei sendo o meu próprio e maior relacionamento. Aquelas pessoas estavam ali, me amando, para que eu me conhecesse através delas. Aquelas pessoas estavam ali, me amando, para que eu me amasse através delas. E assim foi, tudo junto e misturado. Coisa que nenhum manual, com certeza, jamais poderia prever, muito menos explicar.
(Esse texto foi escrito originalmente como uma hipotética resposta ao questionamento de uma paciente à sua terapeuta. Como o tema é fascinante tomei a liberdade de usá-lo como fonte de inspiração.)
Luís Poeta

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O PEDIDO

Se na vida tudo viesse
Servido de bandeja
Quando o garçom perguntasse:
-E então, já sabe o que deseja?
Sem dúvidas eu responderia:
-Café com leite, açúcar e torrada
Amor, aconchego e um beijo
Da mulher amada...
Luís Poeta

segunda-feira, 5 de abril de 2010

MAYA - ILUSÃO

O feriadão de Páscoa me propiciou a oportunidade de viajar com amigos e com eles ter conversas interessantes e esclarecedoras sobre um dos meus temas preferidos que é relacionamentos. Estava sendo questionado que seria preciso muito amor para se permanecer juntos em uma relação. Minha maior surpresa foi que respondi que não, que seria preciso sim, é de muita vontade. Gostar de uma pessoa é uma coisa, vontade de ficar juntos é outra muito diferente. Talvez o maior engano da minha vida afetiva foi imaginar que o amor que eu sentia por alguém encaminharia a nossa relação para algo de comum entre nós. De comum entre nós, a não ser o que sentíamos um pelo outro, existiu muito pouco. Cheguei a ser avisado por aquela pessoa como ela era. Meu único erro foi imaginar que eu pudesse ser mais importante do que as suas verdades e as suas crenças. Único e grande erro. Erro esse que me custou muita dor e sofrimento. Ingenuidade? Burrice? Cegueira? Que diferença isso faz agora? Só sei que hoje quando escuto alertas como os que ouvi, não ouso nem questionar, simplesmente acredito. Crescer dói muito. Muito. Não enxergar a realidade como ela é, dói ainda mais. Em um dos grupos de Mitologia Grega que participei, proferi uma daquelas frases que acaba deixando todo mundo em silêncio e com uma certa sensação de desconforto: -Chego a triste conclusão que a maioria das coisas que um dia busquei, nunca existiram, não existem e não há a menor possibilidade de existirem. É no mínimo engraçado de tão realista. No induismo, do qual sou um simpatizante (quase adepto), isso se chama Maya. Ilusão. Talvez seja por isso que escrevo poesias. Preciso acreditar que ainda existe algo em que se possa acreditar. Preciso acreditar que existe algo que ainda vai me surpreender além da realidade como ela é. E em assim sendo, hoje, uma das coisas que mais valorizo nas pessoas é o senso de humor. Quem consegue por exemplo, rir de si mesmo é porque está muito a vontade nesse mundo. Sinto-me assim e acho isso bom, mas bem que gostaria que o meu senso de humor se transformasse em senso de amor. Melhor que poder rir de si mesmo, é conseguir sorrir para o amor. Luís Poeta

quarta-feira, 24 de março de 2010

OK MAN?

É, não havia dúvida.
Ele estava ali na minha frente.
Elvis...
Inclusive me olhou, sorriu e disse:
-Ok man?
Gostei!
Me fez pensar que cada um tem o seu charme.
Você já descobriu qual é o seu?
Luís Poeta
(Jairo Mello é o cover de Elvis na foto.)

terça-feira, 9 de março de 2010

E LÁ VAMOS NÓS...

Era o final de mais um domingo no Brique, quando presenciei uma dessas cenas interessantes que te chamam a atenção.
Um grupo de "sombras" interagia com as pessoas que ali estavam.
Sem pensar em nada, simplesmente fotografei o momento.
Mas olha que engraçado, esse sujeito na beira da calçada.
É parecido comigo, ou melhor dizendo, conosco.
E lá vamos nós...
Nós e nossas crenças, nossas convicções, nossas certezas e incertezas.
Se pudéssemos nos ver, assim de fora, seríamos quase sempre cômicos.
Quanto tempo se perde discutindo pontos de vista, opiniões, posicionamentos, quando no entanto bastaria ser.
Mas ser de verdade, ser por inteiro, com sinceridade.
Aparentemente, talvez não mudasse muita coisa, mas estaríamos menos em conflito com as nossas sombras.
Essas criaturas que nos seguem de maneira implacável, querendo decidir coisas prontas e que estão prestes a acontecer por si só, para o nosso bem.
Claro, se não fosse essa mania de questionar o inquestionável, como se a opinião que temos a respeito de algo fosse mais importante que a própria coisa em si.
Luís Poeta